quinta-feira, 17 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Roda de Capoeira com mulheres é destaque da programação da Semira
Jogo de Angola, Goiânia, 2008. Raul Yepo.
Com o objetivo de mostrar a presença feminina na capoeira angola, importante expressão cultural afro-brasileira, é que uma roda de capoeira com mulheres é destaque da programação da Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial – Semira para o dia 20 de março, às 11 horas, no Jardim Botânico em comemoração ao mês da mulher.
Diante do papel fundamental da Capoeira Angola na história da resistência negra, como um espaço privilegiado de vivência da memória africana no Brasil, essa apresentação do Grupo Calunga ressalta que a presença das mulheres na capoeira é histórica, marcante, polêmica e, ainda que invisível a muitos olhos, prova que foram as mulheres negras que iniciaram, com sua força e autonomia, a ocupação de muitos espaços tradicionalmente ocupados somente por homens. Assim, também na capoeira as mulheres enfrentaram preconceitos para conquistar o direito de ajoelhar-se aos pés de um berimbau e cantarem uma ladainha.
E em respeito a todas essas guerreiras que lutaram e lutam para construir uma capoeira cada vez mais igualitária, é que o Grupo Calunga reúne mulheres-angoleiras para tocarem, cantarem e jogarem na roda do mundo da capoeira.
Essa atividade encerra na manhã do dia 20 de março a programação da Semira para o mês da Mulher. Na ocasião, também serão realizadas: uma trilha ecológica pelo Jardim Botânico, com a presença da titular da Semira, Gláucia Maria Teodoro Reis, lembrando o tema “mulher no combate à feminização da Aids” ; distribuição de mudas de plantas medicinais; palestra e oficina sobre fitoterapia e atividades de entretenimento para crianças.
Mulher Sempre Mais
Iniciada no dia 8 de março, com o bloco de carnaval “MULHER SEMPRE MAIS PREVENIDA”, a programação especial da Semira conta com diversas atividades de valorização e conscientização das mulheres, nas quais a população em geral é convidada a participar, e contribuir com um quilo de alimento que será doado à instituições de apoio às mulheres e à criança especial.
Grupo Calunga de Capoeira Angola
O Grupo Calunga de Capoeira Angola é uma entidade civil, sem fins lucrativos fundada em Goiânia, em fevereiro de 1998. Tem entre seus principais compromissos o ensino da tradicional Capoeira Angola.
Ao longo de seus treze anos, desenvolve ações sócio-culturais e educativas em escolas públicas, creches, organizações comunitárias, entidades negras e do movimento social promovendo oficinas, rodas, mostras temáticas e palestras.
Atualmente o Grupo atua em dois projetos, o primeiro com adultos, as segundas e quartas, com rodas as sextas, na Liga dos Moradores do Setor Universitário, e o Projeto Mabaça, um projeto social que atende crianças, jovens e adultos gratuitamente no Bairro Criméia Leste em parceria com a ONG Criméia Resistência Comunitária, realizado às terças e quintas. Ambos os projetos exploram o potencial sócio-educativo da Capoeira Angola que une prática corporal, aprendizado de instrumentos musicais, canto e conhecimento da história afro-brasileira, transmitidas pelos cantos de capoeira (ladainhas, chulas e corridos) em conexão com outros dados históricos.
Serviço
Programação “A força das mulheres na cultura afro-brasileira”
20 de Março a partir das 10h30 horas
Jardim Botânico (Avenida Botafogo, s/n, Setor Pedro Ludovico, próximo à Avenida 3ª Radial)
Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial – Semira
Mais informações: (62) 3201-5390
terça-feira, 15 de março de 2011
Afoxé Asè Omo Odé homenageia a força das mulheres
Um dos destaques da programação especial da Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial – Semira para o mês da mulher, é a apresentação “Deusas Negras”, do Afoxé Asè Omo Odé, que será realizada no dia 20 de março, às 10h30, no Jardim Botânico.
E em uma homenagem à força e a capacidade de resistência das mulheres, em especial as mulheres negras, que durante toda a História enfrentaram a escravidão, o machismo e o preconceito, essa atividade destaca em vários elementos da cultura afro-brasileira, como ritmos, cantos, ritos e cores, a exuberância e principalmente, a postura altiva de três importantes iabás (divindades femininas do candomblé): Oxum, Iansã e Iemanjá.
Essa apresentação cultural, juntamente com uma roda de capoeira com mulheres, uma iniciativa do Grupo Calunga de Capoeira Angola encerram na manhã do dia 20 de março a programação da Semira para o mês da Mulher. Na ocasião, também serão realizadas: uma trilha ecológica pelo Jardim Botânico, com a presença da presença da titular da Semira, Gláucia Maria Teodoro Reis, lembrando o tema “mulher no combate à feminização da Aids” ; distribuição de mudas de plantas medicinais; palestra e oficina sobre fitoterapia e atividades de entretenimento para crianças.
Mulher Sempre Mais
Iniciada no dia 8 de março, com o bloco de carnaval “MULHER SEMPRE MAIS PREVENIDA”, a programação especial da Semira contou ainda com um café da manhã, com as servidoras do servidoras dos órgãos do Palácio Pedro Ludovico Teixeira e a primeira-dama Valéria Perillo, no dia 10 de março.
Do dia 11 a 18, os órgãos públicos estaduais divulgarão a história da criação da Semira das 8 às 18 horas. Um dos ambientes do Palácio Pedro Ludovico Teixeira também funcionará como centro de beleza neste período, atendendo às servidoras do local com tratamentos oferecidos em parceria com empresas e indústrias de cosméticos.
No dia 14, das 14h30 às 17h30, o auditório Mauro Borges sediou mesa redonda com o tema “O Papel da Segurança Pública na Defesa dos Direitos da Mulher”, com participação da juíza e presidente da Associação dos Magistrados, Maria Luiza Povoa Cruz e da titular da Delegacia da Mulher em Goiânia, Karlla Fernandes.
No dia 15, no Centro de Referência de Promoção da Igualdade Racial foi realizado o Dia da Saúde – uma parceria entre a Semira e a Secretaria da Saúde para oferecer uma série de atendimentos gratuitamente.
Em todas as atividades a população em geral é convidada a participar, e contribuir com um quilo de alimento que será doado ao Cevam e a Associação de Serviço à Criança Especial de Goiânia (Ascep).
Afoxé Asè Omo Odé: tradição afro-brasileira em Goiânia
Criado na década de 90 por Pai João de Abuque (o mais antigo babalorixá e o primeiro ancestral do candomblé goiano), juntamente com outras lideranças das religiões afro-brasileiras da capital, o Afoxé Asè Omo Odé levou para o carnaval dos anos de 1990 a 1993 a riqueza das expressões artísticas da tradição afro-brasileira.
No ano de 2008, por iniciativa da Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba e do terreiro Ilè Ibá Ibó Mim, o Afoxé sob direção do ogã Mestre Luizinho, herdeiro de Mestre Bimba; retomou suas atividades festivas nas ruas de Goiânia, em rememoração ao dia 13 de maio.
Desde então, realiza anualmente cortejos pelas ruas do Setor Pedro Ludovico em homenagem a importantes mestres da tradição afro-brasileira como: Pai João de Abuque; Mestre Bimba – criador da capoeira regional; Mestre Pastinha – ícone da capoeira angola; e em 2010 também reverenciou os mestres da Congada em Goiânia.
Em 2009 e 2010, o Afoxé abriu o carnaval de Goiânia na Avenida Araguaia, e este ano também os caminhos para “O carnaval dos Tambores”, levando para as ruas do Setor Pedro Ludovico, a riqueza rítmica e estética da religiosidade afro-brasileira.
Ancestralidade: força das mulheres negras
Oxum é o orixá que rege o amor e a fertilidade. Dona do ouro, da prata e dos mais ricos encantos femininos, essa iabá é bonita, vaidosa, às vezes ciumenta e possessiva. Mas seus poderes vão além de sua formosura, pois foi a ela que Olodumare (Deus Supremo) atribuiu a responsabilidade de preparar os humanos para receber os deuses, e assim os orixás puderam voltar à terra para, ao som de atabaques e xequerês reviver seus mitos por meio da música e da dança. Por tal razão, Oxum é considerada a Rainha do Candomblé.
Alguns afirmam que “as filhas de Iansã não fogem da briga”, e isso se justifica porque Iansã é uma orixá guerreira, é quem governa o vento, as tempestades e a sensualidade feminina. E é também a senhora do raio e soberana dos espíritos dos mortos, pois é somente ela quem os direciona para o outro mundo.
Muito cultuada e talvez o orixá mais conhecido no Brasil é Iemanjá, senhora das águas salgadas, dos mares e oceanos, mães dos deuses, dos homens e dos peixes. Ela é também a dona de todas as cabeças, pois rege o equilíbrio emocional e a loucura.
Assim, são dessas mulheres míticas tão marcantes na tradição afro-brasileira que emergem os símbolos que inspiraram e inspiram a resistência e a luta de inúmeras mulheres negras, pois para além dos estereótipos, essas deusas africanas alargam e complexificam nossa compreensão do feminino, são mães dedicadas e também amantes apaixonadas.
Serviço
Programação Mulher Sempre Mais
Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial – Semira
Mais informações: (62) 3201-5390
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